quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Resquícios de (tentar) parar o trânsito



Foto: Sidnei Costa.
A Semana Nacional do Trânsito, que começa hoje, tem como tema central a proteção ao pedestre. Para o rio-pretense, essa é uma preocupação diária. O simples ato de atravessar a rua na cidade tem se tornado cada dia mais perigoso. “À noite a coisa é feia. Nem sinal vermelho os motoristas respeitam”, reclama a secretária Ingrid Pinheiro, 31.

De acordo com dados da Apatru (Associação Preventiva de Acidentes e Assistência as Vítimas de Trânsito Urbano), em 2012 cerca de 29 pessoas foram atropelas por dia, um total de 347 atropelamentos registrados no ano. Apenas um óbito foi registrado no período.

Já no primeiro trimestre de 2013, a estatística oficial mais atualizada, o número de casos registrados chegava a 63. O secretário de Trânsito, Aparecido Capello, comenta que a melhor medida é a prevenção. “No trânsito, essa é a melhor escolha para evitar acidentes e melhorar o fluxo”.

A maior incidência dos acidentes ocorre entre crianças e idosos. “Isso não só em Rio Preto, isso nacional, quiçá mundial”, explica a coordenadora da Apatru, Antonia Silva. De acordo com estudo feito pela associação, especialistas apontam que as crianças apresentam maior dificuldade em calcular distâncias, são mais distraídas e enérgicas.

“Idosos têm as mesmas características que as crianças, mas, ao contrário delas, são mais lentos”, diz Antônia. A coordenadora da Apatru ainda tece um breve relato sobre o trânsito da cidade e não o classifica como caótico, mas sim desrespeitoso. “Temos cerca de um carro por habitante em Rio Preto e mesmo assim ainda conseguimos manter certa mobilidade. Não temos grandes congestionamentos, como acontece nos grandes centros”, afirma.

Ainda segundo ela, como Rio Preto recebe motoristas de toda a região “o que é mais prejudicial no trânsito é o desrespeito. As pessoas não dão seta, não atravessam na faixa, dirigem em alta velocidade, estacionam em local proibido”, diz.

A mudança, segundo Antonia, não está apenas na educação sobre o trânsito. “Isso está sendo feito junto a secretaria de trânsito e tem gerados bons frutos”, completa. “As coisas só vão mudar com a melhoria da fiscalização urbana. Não se encontram pelas ruas de Rio Preto fiscais de trânsito, que buscam por irregularidades. A fiscalização eletrônica não tem esse papel”, diz a coordenadora.


Debate - A Semana vai até dia 26 e conta com programação ampla. Amanhã, às 10h30, tem debate com a secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella, no Instituto de Reabilitação Lucy Montoro para  sobre o alto índice de atendimento às vítimas de acidente de trânsito na cidade.

Foto: Sidnei Costa.
O desrespeito ainda é presente - Sair às ruas de Rio Preto, seja de carro ou a pé, requer muita atenção e paciência. Estive em três cruzamentos no centro da cidade com o repórter fotográfico Sidnei Costa e pude perceber que o motorista, assim como o pedestre, está sempre com pressa e sem paciência. Em frente ao Mercado Municipal, local onde é frequente presenciar o desrepeito no trânsito, motoristas e pedestres, quando perceberam a presença de uma câmera, passaram a oferecer a passagem e ainda a atravessar a rua sobre a faixa. Coisa rara de se ver.


O que diz a lei? 
Precisa parar -  Segundo o artigo 70 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro), na falta de semáforos,  “pedestres que estiverem atravessando sobre as faixas (...) terão prioridade de passagem” . Além disso, se o sinal ficar verde para o carro no momento que  uma pessoa cruzar a rua, os motoristas devem aguardar o término da travessia para acelerar.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Resquícios 'dos solteiros'

Janaína Moraes
janaina.moraes@bomdiariopreto.com.br




Assim como o Dia dos Namorados, comemorado por casais apaixonados em dia 12 de junho, os solteiros também têm uma data especial dedicada só para eles.

Hoje, dois meses e três dias depois, é o seu, o meu, nosso dia de festejar. Um viva ao dia dos que não devem satisfação, fazem amigos com mais facilidade, não esperam nada em troca, e ainda para aqueles com amizades coloridas. Simplificando, solteiros.

Há quem diga que namorar é bem melhor do que estar solteiro. Passear de mão dadas, ir ao cinema, receber e dar carinho, tudo isso só pode ser entendido por aquele que tem um par.
“Não tem nada melhor do que receber uma mensagem inesperada, no meio da noite, da pessoa que você ama”, comenta Eliane da Silva, 28 anos, namorada de Luis Ruiz Fernandes, 28.

Para os solteiros, a pegada é um pouco diferente, como muitos dizem, a “vibe” é outra. “Ouvi uma frase uma vez que nunca vou me esquecer: ‘ser solteiro é namorar a própria vida’ e é bem assim que penso”, diz Isabela Artuzo, 30.

Bonita, inteligente, independente, com casa e carro próprio, Isabela ajudou o BOM DIA a elaborar uma lista de coisas que apenas quem está solteiro pode se dar ao luxo de fazer.

Ficou curioso? Siga os passos.

1 - Como conhecer pessoas interessantes frequentando sempre os mesmos lugares? Vá cada dia em um local diferente e aproveite a diversidade que esses lugares vão te trazer. Não limite seu círculo social. Você é solteiro (a), varie, aproveite.

2 - Durma fora de casa. Deixa o celular sem bateria. Poste fotos doidas nas redes sociais. Ame cinco pessoas ao mesmo tempo.  Sumir por três dias sem dar sinal de vida não costuma ser muito aceitável dentro de relações. Um privilégio único dos solteiros.

3 - Fique amigo do barman, do segurança, da inimiga, do ex-namorado, do taxista. Divida shots com alguém que vai se tornar seu BFF. Dê abertura para pessoas diferentes.

4 - Acadêmia, salão de beleza, caminhada com as amigas. Quando se é solteiro tudo muda: você tem tempo. Cuide do corpo, da mente, do coração.

5 - Veja futebol à vontade, pois a TV é sua. E sempre guarde uma camiseta branca nova na gaveta. Afinal, aquela gata que você xaveca há tempos pode decidir passar a noite na sua casa depois do jogo do Palmeiras. E precisar dela para dormir.


As obrigações de um bom solteiro...
Para ser um bom solteiro e conquistar a medalha de honra ao mérito, não basta apenas se aventurar e viver sem limites.

Isabela, nossa conselheira solteira, ainda passou algumas dicas de coisas que todo solteiro deve ter, como obrigação, para ser considerado um exemplo a ser seguido, e um dia, amado.

Ainda não é possível prever se aquela paquera vai dar certo e se der, é bom estar preparado. “Tenha sempre em casa um bom livro, um bom vinho e alguns petiscos”, comenta Isabela.

O livro serve para exercitar a mente, “assistir noticiarios não faz de você uma pessoa interessante”. A dica para o vinho, “de preferência seco, tinto e Cabernet”.  Para petiscar “queijos”.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Resquícios (ir)reais

Aconteceu...

Precisava ver seus olhos tocarem os meus. Encontrarem os meus.
Degustar da força do pulsar de seu peito contra o meu.
Sentir seu abraço quente envolver meu corpo.
Provar do gosto do café amargo, ainda sem açúcar, sem creme.
Preciso do cheiro, do tato, do gosto.

Tenho...

Já posso sentir o pulsar forte do coração, apertando o peito.
O brilho dos olhos. A força do abraço. O gosto do café.

Sim... Aconteceu.

Foi melhor do que esperava, foi algo novo. Algo que me faltava, que me completou.
Senti você.
Sua respiração ofegante. Seu calor. Seu amor.
Provei do gosto de cafeina. Do cheiro molhado de seu suor.
Da força de sua respiração.
Da sua mão, da ternura.

Acontece...

O ritmo do pulsar aumenta.
A frisson também...
O quarto se tinge de azul, amarelo, rosa, violeta, e, em pouco tempo, um verdadeiro arco íris se forma em sua volta.
Somos dois.
São apenas corpos.
Ocupamos o mesmo lugar no espaço.
Estava ali.

Ainda quero o abraço, o beijo, o eu te amo, o estava com saudade.
O peso do seu corpo.
A força da sua respiração.
O misto do seu desejo com minha ansiedade.
Sim, quero você.
E peço: "Vem sentir o calor dos lábios meus, à procura dos teus.
Vem matar esta paixão que me devora o coração".

Vem, com panamá, sem panamá.
Com amor, sem amor.
Vem com saudades, sem saudades.
Apaixonado ou não.
Vem... Apenas quero você.
Completo.
Pra mim.

Agora sim, estava tudo ali.
Tudo da forma que imaginei.
Sim, imaginei...
Você não estava, não sabia do meu desejo, não partilhava daquele momento comigo.
Não, não senti o gosto bruto do café.
Não peguei sua respiração.
Não provei seu corpo.
Seu gosto.

Imaginei...

Isso ainda não me consola por completo, mas me alegro em saber que foi bom pra você também.

domingo, 11 de maio de 2014

Resquícios desse dia

Foi preciso ficar esse dia sozinha, sem conversar com ninguém, sem olhar para o sol lá fora, sem levantar da cama... para entender a importância da palavra mãe.

Esse é o primeiro Dia das Mães que não passo com vocês. Está doendo um montão estar aqui, sem vocês, acreditem. Não compartilhar do tradicional almoço de domingo. O que foi desse vez?
Churrasco? Pesqueiro? Bacalhoada?
Feijoada já sei que não foi, pois semana passada já teve.

Em meio a isso, vários questionamentos...
Por que temos apenas um dia dedicado a essas pessoas que nos deram o melhor de todos os presentes?
Dedico, neste post, todos os dias da minha vida àquelas que foram pra mim muito mais do que mães.

Dedico meu melhor sorriso.
Meu mais apertado abraço.
O beijo mais carinhoso.

Sei que não sou a pessoa mais amável do mundo, que tenho centenas de milhares de defeitos. Que escondo dentro de mim uma infinidade de sentimentos que vocês adorariam receber, mas...

Obrigada por tudo.
Amo vocês de montam.
Big beijo Dona Odete e Dona Rosana.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Resquícios de um 2013...

Janeiro foi um mês de muito trabalho pra mim. Mas até mesmo quem trabalha em ritmo acelerado tem um tempinho para se descontrair.
Foi no primeiro mês do ano que conheci Atibaia, cidade onde hoje mora minha Loira amada, Tassiana, ao lado de seu marido, Luis.
Foi lá que celebramos o casamento dela, em uma manhã de sol fraco e vento gelado. Eu fui madrinha, auxiliar de decoradora e fotógrafa, isso além de prima.
Uma festa linda, apenas para a família, mas que rendeu muitas risadas... Muito além disso, reuniu a família toda em volta de uma churrasqueira.


Fevereiro começou meio que sombrio pra mim. Não entendia o que estava acontecendo. Eu já não me reconhecia mais. Estava com sensações estranhas, os cheiros mais incríveis me incomodavam e ocasionalmente vinham alguns enjoos.
O medo do desconhecido deu, enfim, lugar a certeza. Nunca imaginei que uma palavra poderia mudar tanto a minha vida. Eis que eu lia: POSITIVO.

Ganhei o presente mais lindo de todos. Da mesma forma que ele foi me dado, me foi tirado.
A palavra mudou e a minha vida se foi junto a ela.
Dias após a descoberta, outra palavra perturba a minha cabeça, vira a minha vida de ponta cabeça: NEGATIVO.
Foi em fevereiro que passei pelas minhas maiores provações.
Não ter o amparo de quem deveria me amparar nessa hora fez com que eu me transformasse em algo que eu não era. Obrigada por isso.
Agora, o agradecimento de verdade vai para aqueles que, mesmo não tendo nada a ver com a minha dor estavam ali, do meu lado, me dando bronca, conselhos ou apenas o ombro para chorar quando a dor era grande demais para ficar só dentro de mim. Adriel, Dani, Jéssica: obrigada.


Março não existiu pra mim. Um mês em vão. Recheado de dor.
Idas e vindas ao hospital e sempre a mesma pergunta: "onde está seu acompanhante?".
Outros, mais atrevidos, me perguntavam pelo pai.
Em março comecei a pensar mais sobre essa palavra. O que significaria a palavra pai para o tal pai?
Pra mim pai significa avô. Foi com ele que aprendi o que é certo e errado, feio e bonito e tantas outras coisas.
Queria que meu avô fosse eterno, assim poderia ensinar a muitas pessoas o verdadeiro significado de muitas coisas.


Abril não foi muito diferente. Todo recheado de dor, de silêncio, de uma renúncia egoísta, de um medo que já não era mais só meu, de rancor. Mais foi em meados desse mês que comecei a erguer a cabeça.
Entrei no carro com Adriel, meu amigo, confidente, companheiro, e fui parar em motel de beira de estrada em Boituva.
Foi de lá que vi os muitos horizontes que me esperavam pela frente para serem descobertos.
Lá, de mais de 12 mil pés de alturas, foi que percebi que poderia recomeçar minha vida, por meio de um salto de paraquedas.
Saltei... Superei o meu medo de altura. Fotografei e filmei tudo para guardar a recordação de algo que era para ser guardado por você.
Obrigada Queda Livre Paraquedismo de Boituva, obrigada Lauro, obrigada Ninja.


"Maio, já está no final. O que somos nós afinal, se já não nos vemos mais."
Mais um mês que se vai. A dor ainda continua. Nada de novo por aqui.
A raiva só que aumenta. O horror de pensar que mais uma vez estou sozinha faz com que as coisas parem ao meu redor.
Um mundo lindo lá fora e eu aqui, trancada em sentimentos vagos.
Aqui a luta acaba. A teimosia de um pequeno ser é vencida por um coquetel de remédios. Me encontro pela primeira vez com a representação do amor maior.
"Não vou te deixar nunca, prometo". E quando eu falo, eu cumpro.


Junho trouxe apenas mais um ano de vida para a minha coleção.
Comemorei, no dia 6 de Junho, 29 primaveras.
Uma festinha improvisada, apenas para os amigos mais próximos, em um pub de Rio Preto, regado a cerveja, coxinhas de frango música de qualidade fez com que eu me divertisse um pouco, parece de pensar em coisas que não me levavam a lugar nenhum. Até dancei...
Mas, a certeza de que eu estava ali de corpo presente não me deixava. Minha cabeça estava em casa, deitada na minha cama, pensando em como seriam as coisas se o mês de Fevereiro não tivesse existido.
Por um momento cheguei a pensar que tudo pudesse mudar...


Julho chega e meus pensamentos mudam. Eu ainda continuo vagando por lugares, deixando um pouco da minha dor por cada canto que passava e nada de mim com ninguém.
Foi aqui que percebi que o mês de Fevereiro deveria sim ter existido, aprendi muito com ele. O aprendizado é sempre válido. O que não precisava ter existido nesse mês era o dia 19.
Para mudar um pouco o rumo das coisas fiz um ensaio fotográfico com o Alex.
Foi aqui que dei um passo a frente e transformei o mês que estava por vir: comprei meu primeiro carro 0. Quem sabe uma prova, para mim mesma, que a vida não é feita só de momentos tristes...
Um Chevrolet Celta, branco, lindo... Dei a ele o nome do meu herói, do meu guerreiro, do homem da minha vida: Apparecido, meu véio, o Táta.


Agosto, mesmo sendo um mês nada bom pra mim há anos, me trouxe bons ares.
Foi no primeiro dia do ano que peguei as chaves do meu véio Táta.
É muito gratificante entrar em um carro e ter a oportunidade de tirar dele todos os plásticos do banco, os adesivos que não servem pra nada. E o cheirinho de carro novo então???
Eu precisava disso para sentir que na vida, temos que seguir em frente.
Segui, e segui com ele... Foi ele que me levou para o meu primeiro trabalho pelo escritório da Impacto Eventos e Formaturas Ticomia.
Ele foi ainda cenário para o primeiro de muitos beijos. Para o início, quem sabe, de uma nova história.


Setembro  trouxe pra mim a coragem de voltar à análise. De encarrar os meus medos de frente. A chance de me desculpar comigo mesma. Me desculpei, descobri uma nova chance de recomeço, fiquei mais leve.
Com a análise comecei a ver as coisas de uma forma diferente. Me perdoando abri um vitro, uma janela e aos poucos a porta. Errei ao deixar ela aberta.


Outubro traria pra mim um meninão, ou uma menininha nos braços.
Bernardo, Augusto ou Arthur, gosto de nomes fortes. Sofia ou Isabela, me remetem a força também.
Agora: Júnior jamais.
Teria ele, ou ela, muita coisa minha: os traços, a ternura no olhar, a inteligência, a teimosia, que já apresentava e tantas outras qualidades. Alguns defeitos também.
Do pai... do pai não teria nada. Nem mesmo o pai.


Novembro mal começou e eu já sentia que bom ares sopravam ao meu favor. Quem sabe ao nosso.
Eu estava melhor, mais centrada, feliz....
Eu estava, além de tudo, errada.
Errada sobre mim. Errada sobre a vida. Errada quanto a tudo que passei, pra chegar até aqui.
Reconhecer o próprio erro é fácil, olhar em volta e ver que o erro não é meu dói, dói muito. Estou para falar que dói mais que batida de caminhão.


Dezembro chega e as sensações se misturaram de novo. As dores de fevereiro voltaram a martelar a minha alma, outubro e suas (não) certezas também não saiam de minha cabeça e o final de ano ficou pequeno para tanta confusão.
De incoerências mil a uma única certeza: quando Deus nos tira alguma coisa Ele não o faz para nos punir, mas sim para abrir as nossas mãos para algo melhor que está por vir.
A incoerência deixei  com você, a certeza sempre esteve ao meu lado. Sigo a minha vida na certeza de que o que aconteceu nunca se apagará da minha mente. Sempre levarei de 2013 algumas lembranças.
Cresci muito nesse ano, mesmo não tendo tanta consciência disso até a pouco.
Se me permitem, vou usar uma frase que li, dias desses, em Facebook alheio: "Perfeito meu presente de amigo secreto".
Foi perfeito mesmo, obrigada.


Feliz 2014.
Para todos nós.
E que os anjos digam amém.