segunda-feira, 16 de julho de 2012

Resquícios do meu ódio.

Odeio o modo como me olha quando estou a pensar.
Odeio tudo que fala e odeio ainda mais quando vem a se calar.

Odeio quando me deixa com dúvidas no ar.
Odeio tudo isso que chego a te amar.

 
Odeio o calor da sua pele que insiste em me tocar.
Odeio o seu cheiro, sua voz, seu sorriso e ainda mais o seu olhar.

Odeio o gosto da tua boca que a minha não quer deixar.
Odeio o fato de que contigo agora é que eu quero estar.

Odeio sua presença em minha mente onde quer que eu vá.


Odeio o fato de em todos os rostos, na multidão, apenas o seu procurar.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Resquícios de uma pelada

Mais uma do BD...


Os torcedores que foram ao estádio José Maria de Campos Maia ontem, em Mirassol, buscaram com unanimidade assistir a um bom jogo de futebol.
Mirassol e Santos jogaram por partida válida pela décima rodada do Campeonato Paulista e o Peixe levou a melhor. O empate, no primeiro tempo, estava de bom tamanho para o time do Leão, mas no segundo tempo, a alegria dos mirassolenses veio a baixo, sai o segundo gol do Peixe.

Exatamente às 17h01 a bola começa a rolar. É ai que começa a aflição do santista Gustavo Bonfin, 23, que veio de Palmeira d‘Oeste só para ver as pedaladas do Robinho.

Sim, o menino da Vila estava presente e não deu tanto show assim.
“Olelê, olalá, o Robinho vem ai e o bicho vai pegar. Vou cantar isso depois de cada um dos gols. Vou até ficar rouco”, diz Gustavo.

Do outro lado estava Elen Malagoni, 19, que ao ver o time do Leão entrar em campo vibrou.
“Quando o Mirassol entra em campo minhas atenções vão todas para ele. Hoje vou dar uma olhada para o futebol do Robinho também, não tem como não olhar”, diz Elen.

Infiltrados entre os torcedores mirassolenses e santistas era fácil se encontrar palmeirenses, corintianos, são paulinos e até cruzeirenses.

 Olha ai o flagra. Eu e o fotógrafo, dois são paulinos em meio a muitos outros.
A desculpa unânime entre esses torcedores arquirivais do Santos era que estavam ali para prestigiar mais um espetáculo do futebol brasileiro. Calma, nós e o Sidnei, que tirou esta foto, estavamos trabalhando. Em pleno domingo.

“Aproveitei para trazer meu filho que é santista, consolar meu amigo e ver boas jogadas. Não é sempre que se tem um bom futebol no interior, quando tem é bom aproveitar”, diz o palmeirense Flávio Marques Alves, 49.

O Santos tinha o Robinho, que não brilhou tanto,  e conseguiu espaço para apenas duas pedaladas no 1° tempo. O Mirassol comandou o jogo do começo ao fim mas não achou espaço suficiente para chegar ao gol e concluir as finalizações.

“O Mirassol está jogando bem, mas alguma coisa não deu certo no esquema. O time vai sair do empate e levar a vitória”, diz o agropecuarista Demilson Bassan, 70.

Ver o jogo no estádio tem seus bonus e seus onus. 
O bonús: é muito bom sentir a força e a vibração da torcida, ver até onde vai a paixão do torcedor por seu time.
O ônus: se você estiver conversando na hora do gol não tem chance de ver o reprise.

Sobrevivi a mais um jogo e estou a espera do terceiro.

Fotos: Ricardo Boni e Sidnei Costa/Agência BOM DIA Rio Preto.
Reportagem: Janaína Moraes/Agência BOM DIA Rio Preto.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Resquícios de "Uma Noites"

Da série: coisas que vive no BOM DIA.
Aproveitem ao máximo. Eu fiz isso...


Eles estão juntos, nos palcos e no trio elétrico, há 13 anos. Renovaram os acordes da axé music e hoje são respeitados por serem uma banda que faz do axé um rock com molejo.
Beto, Manno e Tuca são os praieiros do Jammil e Uma Noites.
No sábado, a banda se apresenta no Rio Preto Fest Folia, no recinto de exposições. Em entrevista ao BOM DIA Rio Preto, o vocalista Tuca conta, entre outras coisas, sobre a esperança de dividir o palco com o Rei Roberto Carlos.


Com quem tem vontade de cantar e ainda não cantou?
Tuca - Já cantei com grandes feras da música, entre eles o Durval Lelis do Asa, Caetano, mas ainda quero cantar com o Rei. A primeira música que cantei, quando tinha cinco anos, foi aquela assim “e que tudo mais, vá pro inferno”. Eu pegava uma vassoura, reunia na sala a minha mãe, minha avó e a empregada, subia no sofá e cantava como se estivesse em um palco.

Se não fosse cantor, o que faria da vida?
Tuca - Seria um cara frustrado. Sou formado em administração, mas sempre quis cantar. Estar em um palco, ter meu trabalho reconhecido pelos fãs é um sonho. Assim é que vejo a minha felicidade.

Qual é a música que não pode faltar no repertório?
Tuca - Temos um repertório muito bom. Os fãs pedem de “Saudade à Praieiro”, que é a música mais tocada em festa. “De Bandeja” também não pode faltar. “Bom de se Dar” e “Paraíso” também são muito pedidas.

Sua vida é um verdadeiro Carnaval?
Tuca - Não. Procuro levar minha vida de forma bem tranquila. Gosto de estar em casa, almoçar e jantar com meus pais. No início era mais oba-oba, agora estou centrado e isso é muito bom.

Para finalizar, uma jogadinha rápida: Ivete ou Claudinha?
Tuca - As duas. Cada uma tem seu estilo próprio. São ícones. A Ivete está há mais tempo na estrada e a Claudinha está começando agora, mas as duas são importantes

Trio elétrico ou palco?
Tuca -Tá querendo me complicar né?! Os dois também. Tocar em trio é um forma de divulgar o trabalho, porque são três ou quatro horas tocando. Já o palco é uma coisa mais cênica. Mas a pegação é a mesma.