quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Resquícios de (tentar) parar o trânsito



Foto: Sidnei Costa.
A Semana Nacional do Trânsito, que começa hoje, tem como tema central a proteção ao pedestre. Para o rio-pretense, essa é uma preocupação diária. O simples ato de atravessar a rua na cidade tem se tornado cada dia mais perigoso. “À noite a coisa é feia. Nem sinal vermelho os motoristas respeitam”, reclama a secretária Ingrid Pinheiro, 31.

De acordo com dados da Apatru (Associação Preventiva de Acidentes e Assistência as Vítimas de Trânsito Urbano), em 2012 cerca de 29 pessoas foram atropelas por dia, um total de 347 atropelamentos registrados no ano. Apenas um óbito foi registrado no período.

Já no primeiro trimestre de 2013, a estatística oficial mais atualizada, o número de casos registrados chegava a 63. O secretário de Trânsito, Aparecido Capello, comenta que a melhor medida é a prevenção. “No trânsito, essa é a melhor escolha para evitar acidentes e melhorar o fluxo”.

A maior incidência dos acidentes ocorre entre crianças e idosos. “Isso não só em Rio Preto, isso nacional, quiçá mundial”, explica a coordenadora da Apatru, Antonia Silva. De acordo com estudo feito pela associação, especialistas apontam que as crianças apresentam maior dificuldade em calcular distâncias, são mais distraídas e enérgicas.

“Idosos têm as mesmas características que as crianças, mas, ao contrário delas, são mais lentos”, diz Antônia. A coordenadora da Apatru ainda tece um breve relato sobre o trânsito da cidade e não o classifica como caótico, mas sim desrespeitoso. “Temos cerca de um carro por habitante em Rio Preto e mesmo assim ainda conseguimos manter certa mobilidade. Não temos grandes congestionamentos, como acontece nos grandes centros”, afirma.

Ainda segundo ela, como Rio Preto recebe motoristas de toda a região “o que é mais prejudicial no trânsito é o desrespeito. As pessoas não dão seta, não atravessam na faixa, dirigem em alta velocidade, estacionam em local proibido”, diz.

A mudança, segundo Antonia, não está apenas na educação sobre o trânsito. “Isso está sendo feito junto a secretaria de trânsito e tem gerados bons frutos”, completa. “As coisas só vão mudar com a melhoria da fiscalização urbana. Não se encontram pelas ruas de Rio Preto fiscais de trânsito, que buscam por irregularidades. A fiscalização eletrônica não tem esse papel”, diz a coordenadora.


Debate - A Semana vai até dia 26 e conta com programação ampla. Amanhã, às 10h30, tem debate com a secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella, no Instituto de Reabilitação Lucy Montoro para  sobre o alto índice de atendimento às vítimas de acidente de trânsito na cidade.

Foto: Sidnei Costa.
O desrespeito ainda é presente - Sair às ruas de Rio Preto, seja de carro ou a pé, requer muita atenção e paciência. Estive em três cruzamentos no centro da cidade com o repórter fotográfico Sidnei Costa e pude perceber que o motorista, assim como o pedestre, está sempre com pressa e sem paciência. Em frente ao Mercado Municipal, local onde é frequente presenciar o desrepeito no trânsito, motoristas e pedestres, quando perceberam a presença de uma câmera, passaram a oferecer a passagem e ainda a atravessar a rua sobre a faixa. Coisa rara de se ver.


O que diz a lei? 
Precisa parar -  Segundo o artigo 70 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro), na falta de semáforos,  “pedestres que estiverem atravessando sobre as faixas (...) terão prioridade de passagem” . Além disso, se o sinal ficar verde para o carro no momento que  uma pessoa cruzar a rua, os motoristas devem aguardar o término da travessia para acelerar.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Resquícios 'dos solteiros'

Janaína Moraes
janaina.moraes@bomdiariopreto.com.br




Assim como o Dia dos Namorados, comemorado por casais apaixonados em dia 12 de junho, os solteiros também têm uma data especial dedicada só para eles.

Hoje, dois meses e três dias depois, é o seu, o meu, nosso dia de festejar. Um viva ao dia dos que não devem satisfação, fazem amigos com mais facilidade, não esperam nada em troca, e ainda para aqueles com amizades coloridas. Simplificando, solteiros.

Há quem diga que namorar é bem melhor do que estar solteiro. Passear de mão dadas, ir ao cinema, receber e dar carinho, tudo isso só pode ser entendido por aquele que tem um par.
“Não tem nada melhor do que receber uma mensagem inesperada, no meio da noite, da pessoa que você ama”, comenta Eliane da Silva, 28 anos, namorada de Luis Ruiz Fernandes, 28.

Para os solteiros, a pegada é um pouco diferente, como muitos dizem, a “vibe” é outra. “Ouvi uma frase uma vez que nunca vou me esquecer: ‘ser solteiro é namorar a própria vida’ e é bem assim que penso”, diz Isabela Artuzo, 30.

Bonita, inteligente, independente, com casa e carro próprio, Isabela ajudou o BOM DIA a elaborar uma lista de coisas que apenas quem está solteiro pode se dar ao luxo de fazer.

Ficou curioso? Siga os passos.

1 - Como conhecer pessoas interessantes frequentando sempre os mesmos lugares? Vá cada dia em um local diferente e aproveite a diversidade que esses lugares vão te trazer. Não limite seu círculo social. Você é solteiro (a), varie, aproveite.

2 - Durma fora de casa. Deixa o celular sem bateria. Poste fotos doidas nas redes sociais. Ame cinco pessoas ao mesmo tempo.  Sumir por três dias sem dar sinal de vida não costuma ser muito aceitável dentro de relações. Um privilégio único dos solteiros.

3 - Fique amigo do barman, do segurança, da inimiga, do ex-namorado, do taxista. Divida shots com alguém que vai se tornar seu BFF. Dê abertura para pessoas diferentes.

4 - Acadêmia, salão de beleza, caminhada com as amigas. Quando se é solteiro tudo muda: você tem tempo. Cuide do corpo, da mente, do coração.

5 - Veja futebol à vontade, pois a TV é sua. E sempre guarde uma camiseta branca nova na gaveta. Afinal, aquela gata que você xaveca há tempos pode decidir passar a noite na sua casa depois do jogo do Palmeiras. E precisar dela para dormir.


As obrigações de um bom solteiro...
Para ser um bom solteiro e conquistar a medalha de honra ao mérito, não basta apenas se aventurar e viver sem limites.

Isabela, nossa conselheira solteira, ainda passou algumas dicas de coisas que todo solteiro deve ter, como obrigação, para ser considerado um exemplo a ser seguido, e um dia, amado.

Ainda não é possível prever se aquela paquera vai dar certo e se der, é bom estar preparado. “Tenha sempre em casa um bom livro, um bom vinho e alguns petiscos”, comenta Isabela.

O livro serve para exercitar a mente, “assistir noticiarios não faz de você uma pessoa interessante”. A dica para o vinho, “de preferência seco, tinto e Cabernet”.  Para petiscar “queijos”.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Resquícios (ir)reais

Aconteceu...

Precisava ver seus olhos tocarem os meus. Encontrarem os meus.
Degustar da força do pulsar de seu peito contra o meu.
Sentir seu abraço quente envolver meu corpo.
Provar do gosto do café amargo, ainda sem açúcar, sem creme.
Preciso do cheiro, do tato, do gosto.

Tenho...

Já posso sentir o pulsar forte do coração, apertando o peito.
O brilho dos olhos. A força do abraço. O gosto do café.

Sim... Aconteceu.

Foi melhor do que esperava, foi algo novo. Algo que me faltava, que me completou.
Senti você.
Sua respiração ofegante. Seu calor. Seu amor.
Provei do gosto de cafeina. Do cheiro molhado de seu suor.
Da força de sua respiração.
Da sua mão, da ternura.

Acontece...

O ritmo do pulsar aumenta.
A frisson também...
O quarto se tinge de azul, amarelo, rosa, violeta, e, em pouco tempo, um verdadeiro arco íris se forma em sua volta.
Somos dois.
São apenas corpos.
Ocupamos o mesmo lugar no espaço.
Estava ali.

Ainda quero o abraço, o beijo, o eu te amo, o estava com saudade.
O peso do seu corpo.
A força da sua respiração.
O misto do seu desejo com minha ansiedade.
Sim, quero você.
E peço: "Vem sentir o calor dos lábios meus, à procura dos teus.
Vem matar esta paixão que me devora o coração".

Vem, com panamá, sem panamá.
Com amor, sem amor.
Vem com saudades, sem saudades.
Apaixonado ou não.
Vem... Apenas quero você.
Completo.
Pra mim.

Agora sim, estava tudo ali.
Tudo da forma que imaginei.
Sim, imaginei...
Você não estava, não sabia do meu desejo, não partilhava daquele momento comigo.
Não, não senti o gosto bruto do café.
Não peguei sua respiração.
Não provei seu corpo.
Seu gosto.

Imaginei...

Isso ainda não me consola por completo, mas me alegro em saber que foi bom pra você também.

domingo, 11 de maio de 2014

Resquícios desse dia

Foi preciso ficar esse dia sozinha, sem conversar com ninguém, sem olhar para o sol lá fora, sem levantar da cama... para entender a importância da palavra mãe.

Esse é o primeiro Dia das Mães que não passo com vocês. Está doendo um montão estar aqui, sem vocês, acreditem. Não compartilhar do tradicional almoço de domingo. O que foi desse vez?
Churrasco? Pesqueiro? Bacalhoada?
Feijoada já sei que não foi, pois semana passada já teve.

Em meio a isso, vários questionamentos...
Por que temos apenas um dia dedicado a essas pessoas que nos deram o melhor de todos os presentes?
Dedico, neste post, todos os dias da minha vida àquelas que foram pra mim muito mais do que mães.

Dedico meu melhor sorriso.
Meu mais apertado abraço.
O beijo mais carinhoso.

Sei que não sou a pessoa mais amável do mundo, que tenho centenas de milhares de defeitos. Que escondo dentro de mim uma infinidade de sentimentos que vocês adorariam receber, mas...

Obrigada por tudo.
Amo vocês de montam.
Big beijo Dona Odete e Dona Rosana.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Resquícios de "um" nada...

Hoje, na hora do almoço, percebi o quão levianos são os sentimentos que, por vezes, vem me assombrar.
Sentimentos esses que me fizeram constatar uma certeza já anunciada a zerentos anos: o mundo dá voltas.
E deu, graças a Deus, pelo menos para mim.

Eu estava ali, parada em um sinaleiro, inerte às parafernalhas do Adriel, quando resolvi paquerar o moço do carro de trás.
Quando o sinaleiro abriu, a constatação: avistei um adesivo conhecido na traseira do carro.
Merrrrrrrrrrrrrrrda.

Mais tarde, sentada em um sofá, encontrava-se a origem de tudo aquilo.
O pensamento foi ao longe. O meu, claro. Será que sairia dali toda aquela indiferença?
A maldade? A falta de amor com o próximo?

E... O mundo mais uma vez completou sua volta. E quando me dei por mim, estava ajoelhada em frente a um altar.
Sim, você leu altar. Fui rezar. Rezar por mim, pela vida que perdi tentando escrever um conto de fadas impossível.
Os outros contam com personagens comuns: lobo mal, sapo, princesa... Nesse só existe a mim.

E assim ele chega ao final, e como todo final encantado: vou ser feliz para sempre.

Amém...

domingo, 31 de março de 2013

Resquícios de pausa


Chega uma hora que temos que parar.
Parar pra pensar. Parar de pensar.
Já pensei tanto que cheguei a conclusão de que devo começar a fazer as coisas assim, sem pensar.

E sem pensar chego a conclusão de que tenho que parar pra amar. Ou seria melhor parar de amar?
Sim, perdi muito tempo parada no mesmo lugar, jogando todo meu amor fora.
Parei de amar. De te amar.

Assim, parando, é que consegui força para recomeçar.
Aos poucos fui percebendo o que realmente vale a pena, o que vou guardar para o resto da vida e o que eu não devo deixar mais fazer parte dela.

Depois de ter estacionado na contra mão, de ter parado pra pensar, de pensar, parado pra amar e ainda parado de amar, agora é hora de iniciar uma nova caminhada.

Acho bom sair do meu caminho, pois toda vez que paro, volto com tudo. Te encontro lá na frente, já sei que vai comer muita poeira minha.
Beijo.


terça-feira, 19 de março de 2013

Resquício de 1 mês.

Um mês. Hoje se completam exatos trinta dias. Ou seriam setenta e cinco?

Um mês de silêncio. Trinta dias sem uma palavra sequer. Setenta e cinco dias mergulhada no mais absoluto vácuo. Isso por minha causa.
 
Silêncio esse recheado de cores, dores e um único amor. Um silêncio teimoso, que não quer calar, que de tão tolo grita dentro de mim, mas que não é ouvido por ninguém. Não pode ser ouvido.


Um silêncio traduzido em cores. Cores de tons fortes, que pulsam, que queimam. Vermelhos. Que fazem um perfeito contraste com o branco da pureza que nele existia. Não, não existe mais.
Mas nem tudo que existia ali se foi.

Ainda sobram as dores. Elas são as únicas que teimam em contrariar as regras e fogem do silêncio. Do silêncio escapam com os gemidos contraditórios, ora de dor, ora de alívio. O soluçar do choro faz companhia as respirações ofegantes e ao riso descontrolado, que tenta disfarçar enlouquecidamente a lágrima que escorre pelo rosto já sem o sofro de vida.

E as dores da alma? Essas não falam. Essas não tentam fugir. Essas apenas sussuram. Além disso elas ainda martelam o corpo já fadigado. Uma briga em vão, mal percebem elas que eu já me dei por vencida.

O amor. Ah, o amor. Seria esse o único e verdadeiro amor que conheceria em minha vida? Um amor que vem de dentro. Que é verdadeiro apenas por existir. Sim, seria e não será mais. Existiria. Com ele eu também acabei. Sim, eu acabei.

Um mês.

Trinta dias. Se somadas temos setecentas e vinte horas do mais vil arrependimento. Arrependimento esse que vem acompanhado de tantos outros sentimentos e que misturados a todos os hormônios possíveis, e desconhecidos, transformam tudo.

Os sentidos se perdem. O que era certo nunca foi. E o errado? Esse sempre se atribui a mim.
E você? Peça extremamente fundamental para o começo de tudo se encontra apenas no meio para o fim. Sim, é no meio para o fim.

Trinta dias.

A soma exata do meu suplício. Que por definição de Michaelis significa, além de outras coisas: grande sofrimento moral; aflição intensa e prolongada. Sofrimento cruel; grande tormento.

Setenta e cinco.

Por mais que seja extenso. Por mais que seja duas vezes e meia maior que o primeiro período. Por mais que fosse só. Por mais que fosse apenas. Por mais que fosse egoísmo, loucura. Por mais que fosse... deveria ser.
Ser só. Apenas ser. Ser... e não era.

Era tudo meu, do corpo à alma.
Tudo meu, desde a decisão do sim à renúncia do não.
Era. Foi. Deixou de ser.
Passado.
Isso por que resolvi incluir, em uma linha deste texto, você.

Você que só estrelou por cinco dias, cento e vinte horas e nenhum, minuto a mais. Nenhum segundo a menos. Você que "transformou" o meu céu azul e um mar vermelho sem fim.

Você, que se somado a mim, não é nada. Eu, que quando somada a você, era isso.
E eis que voltamos ao era.

Foram quarenta e cinco dias.
Se foram mais trinta dias.
Ao todo setenta e cinco.
Para mim os quarenta e cinco primeiros foram divinos. Mesmo sem saber. Compreender. Querer. Ser.
Os trinta que se seguiram foram, e sei que continuaram sendo, vazios.

Pra você? Tudo se resume a nada. Assim você foi, assim você é, assim você será.
Nada.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Resquícios de perda

Hoje meus pensamentos voltarem a me atormentar.
Voltaram a relembrar daquele dia. Daquela noite e mais uma vez, chorei.

Senti de novo a dor. Aquela mesma dor. Que não para, que não passa e que, ao mesmo tempo, não existe. A dor pela renúncia do sim. A dor pela escolha do não.
A dor comum a mim. A dor que não pude compartilhar com ninguém.
A dor que só você sentiu, mesmo sem saber.

O medo voltou a correr pelas minhas veias.
Um medo confuso, que não se deixa entender. Um medo sem cheiro, mas que incomoda, que me causa enjoo. Ora um medo com ar de alívio, ora uma sensação de culpa. Isso se traduz de apenas uma forma: medo do amanhã.

Culpa?

A dúvida voltou a surgir: por que?
E os por quês que se cruzam, não são capazes de responder a nenhuma das perguntas.
Não responde sobre a dor. Não é conforto para o medo e não se encontra com o começo de tudo. E ainda temos a culpa. Temos? Eu tenho.

Mas... onde tudo começou?
Pra mim: desde sempre. E sempre se traduz no dia em que os olhamos pela primeira vez.
Pra você: eis o começo. O começo do meu fim.
E para nóis dois?

Nós dois.

Uma equação matemática capaz de ser resolvida por qualquer criança de 6 anos.
Equação essa onde 1 + 1 é sim, e sempre foi, igual a dois.
Oque fizemos para que essa equação nunca chegasse a esse resultado ainda é uma incógnita.
Incógnita essa que continuará sem uma respota.

Já fizemos essa soma ser igual a 1. Assim como já fizemos ser igual a 3.
Hoje, depois de tudo isso descobrimos que a equação estava errada.
O certo seria 3 - 1 = 2.

Hoje somos assim, dois.
E que assim seja. Hoje, amanhã e sempre.
Te amo por tudo, te amo por nada, te amo apenas por não saber mais o que sentir.

Obrigada.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Resquícios de um sermão

Para conseguir um pouco de paz pro meu coração resolvi voltar a ir à missa.
Tenho ido, cada domingo, a uma igreja diferente, todas perto de onde moro, para assim escolher em qual vou passar a frequentar.
Na última terça-feira participei da missa dos formandos da Unirp. Foi lá que ouvi um sermão que ainda não consegui tirar da minha cabeça.

Sabe quando você escuta alguém falando alguma coisa e tem certeza que a ""indireta"" é pra você? Foi bem assim que me senti. O sermão do padre parecia ter sido feito para mim. Para o momento que eu estava passando, para responder às minhas dúvidas.

Não, não era, pois para ele, eu nem ali estava.

O padre, do qual não me lembro o nome, falava sobre o AMOR.
O amor aos pais, o amor à profissão, o amor que cura, o amor que ensina, o amor que dói e o que faz sofrer, e assim, aprender.
Falou sobre como o amor nos ajuda nas escolhas que fazemos e como devemos fazer nossas escolhas baseados no tal amor.

Falou ainda sobre perdoar a cada uma das pessoas que, por algum motivo, usaram o amor para atingir os nossos pontos fracos. E foi a partir desse ponto que a minha emoção falou mais alto do que as de todos os formandos presentes.

Sou muito assim. Baseio minhas atitudes nos sentimentos que sinto pelas pessoas.
Confesso que, na maioria das vezes, espero de mais de pessoas que não podem me dar nem o básico. Confesso ainda que perdoo quem nunca me pediu por isso ou quem não merece meu perdão.

Sabe por que? Eu não sabia até juntar o sermão de terça com o do de domingo passado.
Pessoas fortes são aquelas que perdoam pelo simples fato de perceber que a outra pessoa, aquela que te feriu de alguma forma, não é forte o suficiente para reconhecer o erro e pedir seu perdão.
Orgulho demais dá nisso.

Já fui uma pessoa extremamente orgulhosa, hoje reconheço meus erros e espero que as pessoas sejam como eu. Não são, nem todas, mas mesmo assim, espero.
Já ouvi pessoas falando mal de mim pelas costas e perdoei.
Já senti a dor de um (des)amor e não deixei de acreditar na pureza do sentimento.
Já passei por situações que jamais imaginei passar apenas por acreditar na pessoa errada.

Erro sim, e erro muito. Vivo de acertos e erros, assim como todos a minha volta.
Não vou deixar nunca de perdoar as pessoas quando elas erram e não assumem isso. A evolução não chega para todos ao mesmo tempo.
Eu evolui e espero que vocês evoluam também, um dia.

Beijos a todos e até o próximo sermão.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Resquícios curtos

Hoje acordei muito mais cedo do que o normal.
E só acordei por que mais uma vez senti seu cheiro, ouvi seu sorriso, ví seu olhar pairando dentro do meu. É, mais uma vez era um sonho, do qual eu não queria despertar.



sábado, 5 de janeiro de 2013

Resquícios de Welber

A pouco me deparei com uma postagem no Facebook que não pude deixar de ler e pedir permissão ao seu redator para postar aqui. Escrita pelo jornalista Mario Welber e com trecho de outro colega de profissão, Ivan Martins, o texto fala sobre medo. Um medo peculiar que vem assombrando a muitos marmanjos por ai.

 

Ele não quer namorar?
Os homens e suas falsas convicções de felicidade...

Dias desses, na fila do banco, uma moça de aparentemente 20 anos, consternada pelo fim do namoro, reafirmava com convicção a uma amiga que “o cara da música só existe num lugar pra onde a canção foi feita: a novela.” Dentro dessa revolta cada vez mais comum da mulherada, que já começa, entre outras, a se preocupar com a raridade de ver homens que simplesmente sintam atração por mulher, eu pergunto. Será mesmo que a sociedade se pintou tão acinzentada que as melhores coisas da vida - justamente as mais simples - perderam seus matizes e sabores?


Passear de mãos dadas, ir ao cinema, rir e brigar de vez em quando, sentir um ciuminho e mandar torpedos inesperados (para a mesma pessoa) se tornou algo tão ultrapassado assim? 

Primeiro, não existe “solteiro convicto”. Se há solteirice existem também tédios e inquietações, além é claro, da expectativa quase irreal de encontrar o amor da vida sempre na próxima esquina. O cara pode até estar, mas jamais será um solteiro convicto. Pelo simples fato de ser humano, sentir a carência e a idade baterem às portas ele se tornara um dia, forçosa e inesperadamente, um solteiro “não tão convicto assim”.
Em 2013 completarei 30 anos de idade. Não só, portanto, minha idade amadureceu. Junto com ela também minha maneira de ver o mundo e observar o que nele há de mais interessante: as pessoas.
Dizem que somos várias pessoas em uma. Aos 15 anos pensamos de um jeito, aos 20 de outro, aos 30 de outro e por aí vai. Apesar dos valores vitalícios, crenças enraizadas e princípios inegociáveis que há em nós, somos realmente uma parcela de pessoa a cada época da vida. Vou, no entanto, nas palavras e com a ajuda do jornalista Ivan Martins, refletir sobre “o que realmente importa” em épocas de prioridades desencontradas, sonhos truncados e expectativas frustradas.

“O mundo parece estar cheio de homens que não querem namorar. Eles me contam isso, as mulheres que saem com eles dizem isso. Que o sujeito hesite em casar, ter filhos, financiar apartamento pela CDHU – tudo isso me parece compreensível. Esses são grandes passos e nem todos estão prontos para o compromisso. Mas namorar, tanto quanto eu sei, não dói. Andar de mãos dadas, viajar no feriado, ir ao cinema no sábado à tarde são atos no campo do prazer, não do dever. Não deveriam constituir um problema. No entanto...

Pergunte às mulheres e ouça o que elas têm a dizer sobre o assunto. Essencialmente, vão contar que os caras só querem o bilhete de ida. Estão a fim de uma viagem única. Se gostar do sexo, do agarro, do beijo, o sujeito volta; ou não. Tudo é negociado um dia de cada vez. Não há laços, nem fins de semana assegurados, muito menos exclusividade. Esta situação, que antes seria considerada transitória, agora pode durar indefinidamente. Do ponto de vista de algumas mulheres com quem eu tenho conversado, os relacionamentos ficaram parecidos com empregos precários: não há contrato, não há garantias e aviso prévio não existe. Pode acabar a qualquer instante, já que oficialmente nunca começou. É o amor terceirizado.
Da parte dos caras, a queixa é outra. “Eu não me envolvo”, eles reclamam. Sai moça, entra moça, e fica o mesmo vazio. A mulher que parecia espetacular perde o brilho em poucos dias. A empolgação inicial não se sustenta. Tudo se resume a um desejo passageiro, que pula de uma dona para outra. Como nada ganha relevo, tudo é igual a tudo. Então se trata, simplesmente, de administrar uma agenda com vários nomes. Isso inclui Facebook, celular e muitas horas vazias e solidão. Um dia a Fulana, outro dia a Sicrana, amanhã, quem sabe, alguém capaz de fazer diferença. Em cada uma delas, novidade e prazer. Nos intervalos entre elas, ansiedade e tédio. Entre uma e outra, angústia. 


Como eu já disse, não entendo muito bem essa dificuldade. Acho bom demais namorar. Melhor coisa do mundo, na verdade. Os primeiros meses de namoro são melhores que banho de cachoeira, melhor que pegar jacaré no fim de uma tarde de verão, melhor que ficar bebum em companhia de amigos queridos. No namoro a gente descobre (ou redescobre) que pode ser feliz, que o nosso romantismo não morreu, que existe dentro de nós um sujeito capaz de gestos arrebatados e pensamentos delicados, um cara que se lembra de comprar um presente inesperado e de mandar um poema no meio da tarde, pelo celular. Quem não gosta de sentir-se assim levanta a mão - e corre assim mesmo, de mão erguida, para o analista mais próximo!

Então, não acho que os homens tenham problemas com isso. Seria desumano. Minha impressão é que há dois tipos de situações, a simples e a complexa. A simples é realmente simples: ele não quer namorar você, mas não significa que não queira namorar em geral. As mulheres às vezes confundem. Criam fantasias sobre as dificuldades afetivas de um cara que apenas não está a fim delas, mas cai de quatro dias depois pela próxima mulher que entra na vida dele. Isso acontece o tempo todo. É do jogo. Levanta e vai à luta, menina.
Mas há outro tipo homem para quem namorar é realmente um problema. Entre ele e o oásis de ternura e erotismo chamado namoro caminha a besta vigilante da ansiedade. A fera peluda de olhos flamejantes impede o sujeito de se concentrar. Faz com que ele se disperse numa multidão de desejos conflitantes. Diante de tantas garotas, diante de tamanha possibilidade de prazer, o cara não consegue fixar sua atenção em ninguém. Quer tudo, deseja todas, e, por mais que obtenha, continua insatisfeito - porque há sempre mais ao redor. Sempre existe uma mulher mais bonita, mais sexy, mais interessante na próxima esquina. Se a bússola do coração está quebrada, seu dono nunca vai achar o Norte. É uma corrida sem linha de chegada. Mesmo sozinho e miserável, o sujeito seguirá esperando a resposta definitiva do universo às suas inatingíveis aspirações. Pode chamar isso de burrice, mas eu acho que é mesmo ansiedade e desassossego. Uma forma destrutiva de romantismo. 


As mulheres se julgam as criaturas mais românticas do planeta, mas talvez não sejam. Olhe em volta: diante de um cara apaixonado, bacana, determinado a ficar com elas, boa parte das mulheres sossega. O cara pode não ser perfeito, mas se torna “o cara”. Há nisso um pragmatismo que muitos homens perderam. Enquanto as mulheres escolhem de maneira apaixonada, mas com os pés no chão, eles parecem viver nas nuvens, sonhando com a mulher perfeita. Como ela não aparece, o cara vai testando uma atrás da outra, como se levasse um sapatinho de cristal no bolso. O padrão de exigência é elevado, opressivo talvez. Muitas vezes baseado apenas em aparência. Tem homem adulto se apaixonando pela mulher da capa de revista, por atriz de filme pornô, por modelo americana. Homens de 30 anos, eu digo. Homens de 40. Não há limite de idade para o desvario. Uma legião de barbados de todas as classes e graus de instrução vive à mercê de fantasias que bloqueiam as construções afetivas verdadeira. Como o sujeito vai namorar se a mulher da vida dele pode aparecer do nada na semana que vem? Se você está apaixonada por um cara assim, talvez seja melhor dar um tempo e esperar ele pousar na Terra. Pode demorar uns aninhos.

O Alain de Botton, que virou meu guru nesses assuntos, lembra que ali pelos 40 anos o sujeito já começa a perceber que vai morrer, e isso acrescenta a tudo que ele faz uma tinta de urgência. Sobretudo no sexo. Antes de empacotar, antes de ficar broxa e caído, é preciso aproveitar a juventude – dos outros. Esse sentimento é forte. Se o jovem quer todas as mulheres do mundo porque está nadando em desejo e inexperiência, o mais velho sente o mesmo porque acha que está saindo de cena e tem fome de vida. O período de maturidade masculino, essa quimera científica, fica cada vez mais curto, espremido entre duas áreas de insensatez em expansão. 


Claro, não há dois homens iguais. O roteiro que eu descrevo não vale para todos. Talvez valha só para uma minoria ruidosa. A maioria – quem tem essa estatística? – deve estar feliz agora mesmo, encomendando na internet um presente para a namorada. Ou planejando uma viagem romântica de Ano Novo com ela. Não sei. Olho pro mar e vejo apenas quem está se afogando – e são muitos. Se eu pudesse dizer alguma coisa para eles, diria “pare, respire, comece alguma coisa”. Escolha alguém que toque os seus sentimentos e se deixe ficar ao lado dela. As mulheres, quando querem, quando nós deixamos, têm um jeito gostoso de nos fazer felizes. Pode não ser para sempre, mas quem se importa? A vida é um dia de cada vez – e eles são melhores quando a gente está namorando.”

Não que precisemos, necessariamente, de alguém para sermos felizes; mas pelo simples fato de que só se é feliz quando dividimos o nosso melhor com alguém.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Resquícios 'in memorian'

Parecia que quem estava indo para a forca era eu. Aquele choro contido, lágrimas que escoriam pelos olhos sem que pudesse evitar, a dor no peito, frio e calor ao mesmo tempo, angústia, remorso. Vou embora. Não podia. Não dependia só de mim.



Ele responde o que é certo responder, mas percebo que se pudesse, a resposta seria outra:
- É pro bem dele, não adianta adiar a dor. A decisão só cabe a você, ele já se entregou.

A partir daquele momento um filme em preto e branco passa por diante dos meus olhos. Rabo cortado, cirurgia na orelha, injeções, cálcio, ração, vitaminas, coleira, bola, chinelos... Fotos, festas, fatos que jamais esquecerei.
 
Monólogos longos, intermináveis e incompreensíveis. Amigo, parceiro, companheiro.
Cão...
Me veio também as dores ao andar, a falta de apetite, a fraqueza, a magreza, a tristeza no olhar. Tristeza que se transformou em alivio quando percebeu que sua dor terminaria.


Fim. 13 anos se resumiram em alguns minutos. Minutos esses que vão me acompanhar pra sempre. Chamei, e ele respondeu com a mesma alegria de sempre. Levantou como se já não sentisse mais dor, se dirigiu a sala nomeada por enfermaria e "sorriu" pra mim, como se agradecesse o que eu estava fazendo.

O homem vestindo branco o colocou na maca, pulsionou uma veia, deu-lhe soro e anestésio.
Dormiu...
 
Vendo-o ali, deitado, sem se mexer, meu corpo ficou leve, minha cabeça vazia, meu coração parou de pulsar, e no lugar dele, eu deixei de existir. Bastou uma segunda injeção, para que seu coração parasse de bombear sangue.

Meu cachorro morreu, nos meus braços. Minutos de silêncio depois, a confirmação do homem vestindo branco me deu uma certa paz:
- Realmente não tinha mais jeito, ele tem um tumor no pancrêas, hepatite, aquele velho problema renal e desenvolveu uma hemorragia interna. Esteja ele onde estiver, está feliz com sua decisão.

Eu, ainda em estado de choque, sai da mesma forma que entrei: com o meu cachorro, mas em condições diferentes. Antes ele com dor e andando, agora sem dor, mas dentro de um saco preto.

É debaixo do parreiral que descansa seu corpo, é do céu dos cães bonzinhos que olha por mim. Ainda escuto seus passos pela casa, ainda tem pêlo seu nas minhas roupas.
A casa ficou grande, escura e vazia sem você. Além de cão, um grande amigo.

Obrigada pelos 13 anos de lealdade, Lesther.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Resquísios de 2012.

Não sou o tipo de pessoa que gosta de coisas cliches, mas não tive como fugir da tão famosa retrospectiva. Há pouco estava aos prantos, lendo a retrospectiva que fiz de 2009 e me perguntando, por que diabos, não fiz retrospectivas de 2010 e 2011. Bom, passou, não as vou fazer agora, mas Clique aqui e leia a de 2009 e se emocione também.

Bom, chega de blá, blá, blá whiskas sachê. Vamos ao tão famoso ano em que o mundo (não) acabou. Parafraseando um tal D. Pedro de Alcântara, "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico". Será que os Maias perderam essa aula?

Graças a essa frase e aos cálculos errôneos dos nossos queridos Maias estou aqui, remoendo as minhas lembranças, para escrever mais uma retrospectiva.

Respeitável público, que se acendam os fogos de artifício, que rufem os tambores e se abram as champagnes, o espetáculo vai começar...
 


Um ano curioso, cheio de dúvidas, questionamentos, dores e sobretudo, superações.
Comecei o ano sustentada por uma mentira. Mentira essa que não me cabe aqui a necessidade de contar, mas que magoou, e muito, aos que mais amo. Mentira essa que só pôde se tornar verdade ao final deste ano. Graças a Deus e a muito esforço e dedicação, acabou.

E como tudo acaba em pizza e eu sou do tipo "do contra", eu começei com pizza. Busquei, em território amigo, uma forma de manter o meu sustento. E foi na Empório Luna Pizzaria que consegui isso. Primeiro vieram os "Boa noite, sejam bem-vindos ao Empório Luna, mesa para quantas pessoas?". Depois disso "Empório Luna, boa noite, em que posso serví-lo?".

E foi assim que fiz de um tudo por lá. Recepcionista, atendente de Delivery, eventos coorporativos, bartender, esterilialista de pratos e talheres, assessora de eventos e caixa. Acreditem, eu fui caixa. Fiz ainda um amigo. Márcio, e por meio dele conheci pessoas especiais, como seu amado Roger, tia Sandra e a trupe maluca do Taberna Canovas.

Em meio a esse turbilhão de novas emoções, a tal mentira, comentada no ínicio, ia, aos poucos, se transformando em uma exaustiva verdade. (Pra que tanta vírgula em uma frase só?)

Foi por meio dela que, em meados de Abril, avistei uma luz no fim do túnel. Uma indicação, um currículo, uma ligação, uma entrevista e pronto. Eu era a mais nova contratada da Impacto Ticomia Foto e Vídeo. Mal sabia eu o que ia fazer mas já estava feliz por ter ouvido o primeiro "sim" do ano. Não desmerecendo alguns "talvez" que recebi, mas eu precisava muito desse "sim".

Foi por meio dele que ví a minha vida começar a entrar no eixo. Conheci a Dani, Nossa... (piadinha infame, concordo). Convivi com ela durante quatro dias. Dentro de um escritório fechado, com mais quatro pessoas (Bruna, Deh, Gabi, Ní e Viví, em ordem alfabética, ok?) e ainda no hotel em Bauru que ficamos para fazer o treinamento que daria ínicio aos nossos trabalhos.

Nossa, Dani. Vou descrever a sua importância em meus dias por meio de música, só por que você odeio o meu gosto musical. Ouça a todas, promete???
É você, só você, que na vida vai comigo agora (Marisa Monte) - Companheira de todas as horas, me dá bronca, me ama e me  odeia em um piscar de olhos. Reclama de mim assim como eu reclamo de tudo...

Ou me odeia descaradamente ou disfarcadamente me tem amor (Maria Gadú) - Isso é bem coisa de pessoas que nasceram sobre os maus encantos do signo de escorpião, né? Minha guru amorosa, obrigada pelos conselhos... (mas, eles não me servem de muita coisa, vocês são cabeça dura demais). 
Vem pra se arrumar na minha confusão, vem querendo ser feliz (Maria Rita) - Por que eu sou, eu te faço. É simples assim, a gente arruma um jeito, a gente dá um jeito pra tudo, somos malacas... Mais eu do que você, mas somos.
 Agora, não vai rolar uma música da Maria Bethânia. Você já percebeu a diferença das Marias que adoro, né? Adoro-te. Mais que tutu com couve, mais que feriado prolongado, mais que entrega de beca ao seu lado. Mais que tudo. Obrigada.

E assim como a Dani, muitos apareceram em minha vida. Uns mais especiais, outros nem tanto, uns que ainda são reais e outros que se transformaram em uma decepção. Aqui, como são apenas comentários, manterei o anonimato.

Pensei inúmeras vezes antes de colocar seu nome aqui. Coloquei, tirei, coloquei de novo, resolvi não colocar mais e ai pensei: "o blog é meu, o post é meu, o sentimento é meu e é real, por não escrever?" Só que ai pensei de novo... Assim diria você, eu, por outro lado, não sou assim. Mas vai saber que estou falando com você, pois só você é assim tentando não ser. É você.

Bastou uma reunião, a primeira. Um olhar, que não me esqueci ainda. Bastou um "bom dia", do qual ainda sinto o estalo do beijo. Mas não me bastou um beijo, pois quero todos, e a cada dia quero mais. Músicas pra você tenho tantas, e várias. Mas vou lhe dedicar uma, que graças a um presente de Natal, você me apresentou.

Como nas mensagens que trocamos, ela é a mais linda do CD e com o título demonstra hoje o tamanho do meu medo. "Já não sei mais nada." "Não sabemos onde vai parar, sei que até você vai duvidar. Mas não vou jurar nem prometer algo que não sei se vou fazer. Eu não sei se é eterno, mas posso te dar todo meu tempo". Resumir o que você é pra mim em palavras é uma tarefa extremamente impossível, por isso quero estar ao seu lado. Saiba que já estou, e que vou ficar.

Uma mentira. Uma amizade verdadeira. Um amor. Não, esse não é o saldo do meu ano. Ainda tenho que colocar aqui todas as trapalhadas que passei ao lado da dona Pitty. Quer dizer, da dona Jéssica. Ela não gosta tanto, mas já paquerou o homem alheio, e foi por conta desse comentário e algumas Stellas Artois, que nasceu nossa amizade. Cervejas, jantares, Santa Fé, reuniões, Unilago, pizza, mensagens desconexas, intrigas, e por que não a Famerp? Meu mal-humor, conxavos, almoços, artimanhas, Funec, a van, e por que não Havan? Jé, dona Jé... adoro você.

Depois dela veio o meu personal stilist. Foi ele que me apresentou a Outlet da Act e Vicinal. É por causa dele que agora, todo começo de mês, vou ficar uma, ou duas peças de roupa mais pobre e com cara de rica. Ele ainda é o cara que o Roberto Carlos canta quando o assunto é organização de churrasco para as turmas da Impacto Ticomia. A gente come lanche junto, assa carne em churrasqueira elétrica e chama de churrasco, dividimos marmitas e segredos e ainda dançamos arrocha em festa sertaneja. (Mil perdões por isso, Papai do Céu). Sim, morram de inveja, o senhor Adriel é meu amigo. Como diria o então deputado Tiririca... "amizade é a melhor coisa do mundo..." Ouça. 

Por meio dessas pessoas aqui já citadas também surgiram outras, que não vou nomear aqui por que sempre esqueço de alguém. Mas os comentários sobre quem elas são, poooode. Obrigada por me apresentar à sua família e seu namorado. E ainda por me receber na sua casa, me proporcionando assim conhecer seus primos.

Fiquei muito grata, ainda, por ser convidada para uma mesa de discussão regada a Brahma e Heineken, por conhecer um certo irmão que é tão figura quanto você e oseu melhor amigo. Por conhecer, mesmo que seja apenas por telefone, o primo, que já me chama de prima, e mais um amigo, que acha minha voz gostasa, mesmo rouca depois de semanas com tosse e amidalite.

Mais um tio, que adora uma cervejinha gelaaaaaaaaaaaada e tia, que detesta ser chamada assim, e mais um irmão que insiste: "pra que falar Janaína, chama de Carol". Churrascos, almoços e jantares. Jamais esquecerei do arroz passado no óleo do bife.

Conheci ainda um menino e uma menina. Um menino meigo, estiloso, super de bem com a vida que não se separa de seu super óculos. A menina também. Não, ela não tem óculos, me referi a parte de ser de bem com a vida. Ela é mais peralta, rebelde e sempre pulante.Adoro vocês e blá, blá, blá pedigre gourmet.

 Nesse ano ainda fiz coisas "félomenais", como diria Giovani Imbrota. Troquei o carro. Evolui de um Leite Ninho 91, vulgo Uno Mille, para a Maria Antonieta, a Louca, meu Classic 2005. Dentre outras aquisições importantes quero destacar a última: um sofá cappucino, que na minha visão é gelo, um tapete rozo, que na minha visão é lindo.

Logo menos, detesto essa expressão, não sei se ela existe, mas resolvi usar, vou me banhar, arrumar o cabelo, me maquiar e me preparar mentalmente para a virada de mais um ano. Vou sentir falta de alguns abraços, dentre eles o do meu porto seguro mor, dona Odete. Sentirei falta ainda dos elogios mais sinceros, e suspeitos, da minha tia Rosana. Sentirei falta ainda do aconchegante abraço do Maranhããão, o tio emprestado mais bacana de todos.

Tia Zangela, por quanto tempo não tive seus abraços? Tassi, a quanto tempo não tenho o seu abraço? A Tatá ví a pouco, a Léa a mais pouco ainda. Abraços a todos, e a todas. E aqueles que nunca esqueço. Abraço ao meu amado véio, onde estiver, sei que está comigo, ao meu lado, me olhando e cuidando. E ao meu neguinho, Lesther, foi você que espantou o Joaquim né?

Fico por aqui e desejo a todos tudo aquilo que todo mundo deseja no aniversário. Desejo ainda que nunca nos esqueçamos de quem somos, de quem amamos e que tenhamos coragem para assumir nossos erros e nossos acertos.

Feliz Ano Novo.
Feliz 2013.
Feliz.

domingo, 28 de outubro de 2012

Resquícios de indignação



Já não consigo me lembrar da felicidade que tive ao entrar pela primeira vez no meu apartamento. Me lembro da sensação que tive ao olhar pela sacada e ver, do lado de fora, um jardim bem cuidado, com coqueiros, flores e um lindo gazebo. Sensação essa que hoje, um ano e três meses depois, não tenho mais.



Antiga vista do meu apartamento




Esse post é, na verdade, um desabafo. É por meio dele que resolvi colocar a boca no trombone e dizer tudo o que realmente acontece no meu apartamento e em suas mediações.


Como dito acima, comprei um apartamento da MRV há um ano e três meses. Nesse tempo tive alguns problemas e entrei em contato com a construtora. Entre esses problemas estão: vazamentos nas torneiras, um ralo entupido, desnível no piso, maciamento dos banheiros mal feito. Os vazamentos foram solucionados, o ralo desentupido. Os demais problemas continuam por aqui.



Um dia desses cheguei em casa e encontrei a cozinha ligeiramente alagada. Não me lembrava de ter feito nada no dia seguinte que pudesse ter deixado a cozinha naquele estado e por isso, comecei a observar ao meu redor, para encontrar um motivo para toda aquela água.


Ao olhar para a parede percebi vários filetes de água escorrendo do teto, que ao meu ver vem do apartamento que fica em cima ao meu. Resolvi observar se o mesmo acontecia no apartamento visinho e percebi que lá, do lado oposto a minha parede, a coisa é ainda pior.
 
Detalhe da parede da minha cozinha

Situação da minha parede

































Entrei em contato com a MRV por meio da Central de Atendimento. Esse é o único canal que a construtora oferece. Foi assim que fiz contato a primeira vez e tive metade das minhas queixas atendidas. Da segunda vez, não tive tanta sorte. Até hoje não entraram em contato comigo.


A parede está, a cada dia, mais úmida e empolada. Nessa parede tenho dois armários, os dois ficam bem no meio da tal queda d'água. Espero que a construtura não demore a atender o meu chamado, pois se os meus armários estragarem por conta desse vazamento a coisa vai ficar ainda mais feia.
 

O que fez a minha paciência acabar foi ouvir barulho de água caindo no meu apartamento e não saber de onde o mesmo vinha. Ao investigar descobri que meu visinho de cima estava tomando banho. Toda a água do banho dele caiu no meu banheiro social. O ralo dele fica em cima do meu alsapão e é por ali que a água caia. Reaparei ainda que dois azulejos já estão com o aspecto de úmidos e que ao redor do alsapão já tenho algumas bolsas de umidade.

Novo vazamento: alsapão do banheiro


 Vou voltar a comentar sobre a vista que eu tinha há um ano e três meses. Em frente ao meu apartamento eu contava com cerca de dez coqueiros, entre eles um gazedo, muitas mudas de flores e um gramado bem verdinho. Hoje o que vejo são caixas d'água.

Linda vista do jardim do meu condomínio



Acredite se quiser, hoje tenho, no lugar de coqueiros, flores e um belo gramado, cinco caixas d'água. O gazebo se foi, está ocupando uma das vagas do estacionamento, a mesinha com bancos ninguém sabe onde foi parar. E a MRV fala que essa foi a única opção encontrada para solucionar o problema de falta d'água que o condomínio enfrentava.


As caixas d'água serão fixas, não sairão do meu jardim
 

Esse post é destinado a todas pessoas que, como eu, sonham em sair do aluguel e começar a vida em um imóvel próprio. Meu apelo é o seguinte: não comprem imóveis dessa construtora. As janelas não fecham com perfeição, as paredes são tortas e os interruptores dos banheiros ficam atrás das portas, ou seja, você tem que entrar no banheiro, fechar a porta e depois acender a luz.

É por meio deste post que vou contar a todo mundo o que é a MRV e é com essas informações que vou procurar a mídia local, impressa e televisiva, para expor os meus problemas. Depois volto aqui para contar o que a construtura disse e como eles vão resolver os meus problemas.

Conto com a ajuda de vocês para divulgar isso.
Obrigada.