domingo, 18 de setembro de 2011

Resquícios de "é meu..."

Estava esperando a hora certa para dividir, com os leitores desse singelo blog, uma das minhas maiores conquistas. Resolvi esperar um pouco para evitar aquele famoso olho gordo.
Assim como todos, comigo não poderia ser diferente, também estou rodeada de pessoas invejosas.

Bom, vamos à notícia: comprei meu primeiro apartamento.

Sim, foi isso mesmo que você entendeu. Comprei meu primeiro apartamento.
E você ai pensando que uma das minhas maiores conquistas se resumia a andar com as próprias pernas.
Isso foi importante sim, mas não passa de uma evolução na vida de todos.

Vista da minha varanda
Bom, não foi para falar sobre a evolução natural do ser humano que resolvi criar este post, mas sim para inaugurar o meu apartamento, que foi apelidado de "#ki_fofo".
Com dois quartos, um deles sendo suite, banheiro, sala, cozinha, lavanderia e uma varanda mega simpática, o que mais me encanta nele é a vista.

A lua nasce ao pé da minha janela e o sol se despede gentilmente ao pé da minha varanda. Tenho certeza que quando chover, e as flores voltarem a florescer, a vista ficará ainda mais linda. Beirando a perfeição.


Para você, meu amigo e minha amiga, que lê esse post e está mega curioso, ou curiosa, venha me visitar.
E não esqueça, de mão abanando você não entra aqui.
Traga umas Devassas, salame, queijos variados e petisqueiras charmosas para alojarmos os quitutes.

Frog Noel, meu companheiro de ki_fofo novo
Se você é como eu e gosta de sushi, sashimi ou comida japonesa, não precisa de preocupar com os rachis, aqui eu tenho de sobra.
Pizzas só seram bem-vindas se vierem acompanhadas de uma assadeira redonda. Também não tenho pá para pegar os pedaços. Fica a dica.

Agora, se você prefere vir e experimentar a minha lasanha, passe no mercado e compre presunto, queijo, carne moida, tomate e cebola. Para o molho, pomarola com manjerição. É a melhor.
Assadeira só tenho média, mas dá e sobra. Arroz também tenho, não precisa se incomodar com isso.
Vinho? Não gosto muito não, mas pode trazer também.

Para a diversão tenho um baralho, um Jogo da Vida, e se fosse você não me arriscaria a brincar de pendulo na sacada, moro no segundo andar.
Fora isso tenho 40 canais e um notebook que lê DVD. Vamos fazer um Cine Pipoca qualquer dias?

Te espero...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Resquícios que definem

Taxada de atrevidas por uns, de desnecessária por outros e de incrédula por apenas um.
No quesito ousada, a votação é unânime.
Nem sempre certa, nem cheia de erros. Não é complicada, muito menos perfeitinha.

Gosta de quindin e chega chora de saudade de comida japonesa.
Tem alergia a chocolate, mas não nega um brigadeiro de panela com granulado.
O feijão da vó é outra coisa que não pode faltar em suas refeições fora de hora.

Mimada, e todos os seu sinônimos, se encaixam muito bem na personalidade dessa flor de candura.
Os amigos mais corajosos dizem que foi criada com leite de cabra desnatado.
E que engatinhou em tapete perça.

Foi a única que chorou pela saudade de casa na viagem de formatura da oitava série.
Na formatura do colegial, além de estar vestida de branco, foi chamada de "estressadinha" por toda turma.
Como bióloga não se firmou e já conta os dias para pegar o diploma de comunicóloga.

No quesito música detesta, com todas as forças do coração, funk.
Tolera, com muitas reclamações e resistência, uma baladinha eletrônica com Xandely e o irmão do famoso.
De sertanejo, apenas duas duplas. Os brutos e os xikes.

Reza um Pai Nosso e uma Ave Maria antes de dormir e há quase dois anos, apenas agradeçe.
Não acredita em vida após a morte e muito menos em fantasmas.
Para espantar o mal olhado, olha torto para todos que pisam no seu calo.

Auto-confiante, viciada em sofreida, ansiosa e impulsiva até demais.
Ainda não aprendeu o suficiente com os erros e já não liga para o que as pessoas pensam a seu respeito.
Não quer briga? Então não a cutuque com vara curta.

Intimista em certos momentos. Envolvente e carente de colo em outros.
Uma autentica geminiana, com duas personalidades que se completam e distinguem.
De meiga a avassaladora em um piscar de olhos.

A neta preferida da dona Odete. A sobrinha mais amada da tia Zana.
A irmã mais chata da Léa e do Lucas.
A prima mais pentelha e sem noção da Tassi e da Japa.

Não existe uma única palavra que a defina.
Quando ela ama é autêntica e não suporta concorrência, seja ela qual for.
Sente saudades do Lesther e de seu cachorro de pelúcia Xenézio.

Assim sou eu, muito prazer.
Quer saber mais?
Pergunte, questione. Me desvende.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Resquícios de infância feliz

Sou nascida e criada em uma pequena e pacata cidade do interior paulista, Ilha Solteira. Apesar da brincadeira de todos, sim, Ilha está no mapa, as pessoas lá já se comunicam pela internet e a Coca-Cola não é mais novidade.

Mas, não é da minha cidade que vim falar, e sim da minha infância nela.
Fui criada pelos meus avós e sobre os caprichos de minha tia. A casa era humilde mas muito acolhedora. Morrávamos no passeio Cristalina, na casa 510, na área verde.

Isso quer dizer que bem em frente a minha casa tinha um enorme campinho. Tinha do verbo ainda tem, ele não mudou de lugar depois que me mudei para a casa que hoje minha vó mora com minha tia. Eu já não moro mais lá, mas isso fica pra depois.

Bom, na minha rua tinham várias crianças. Tinham mesmo e eu era a única menina que brincava em meio aos cinco meninos e seus amigos mais chegados. Andei de carrinho rolemã, joguei bete e ensinei o meu amigo de infância, Henrique, o Iti, a andar de biciclata.

Brincávamos de tudo, até bolinha de gude tive que aprender a brincar para não ser excluida da turma.

Em dias de chuva brincava na correnteza que se formava na rua e também de barro. Quase nunca brincava de casinha e comidinha, não tinha meninas para brincar comigo. Quando dava juntava os meninos em frente de casa e brincava de esconde-esconde.

A diversão era total. Na escola brincávamos de pular corda, guarda-caixão, bola queimada e câmbio, que é uma espécie de vôlei.
E tinham também as musiquinhas que adorávamos cantar na hora do recreio, como "tumba la catumba tumba tá". Alguém se lembra da dança das cadeiras?

E ainda tinham os doces. Pirulito Zorro, de doce de leite, adoro.
As pipocas doces industrializadas. Parceiam isopor, mas eram muito boas.
Algodão doce, maça do amor.

Será que alguém aceitaria o meu convite de, já quase nos 30 anos, brincar a noite toda de esconde-esconde? De gato-mia? De Rei Ladrão Polícia e Capitão?

Quem sabe riscar o chão da rua em que moramos hoje para pular amarelinha até as pernas começarem a tremer?
Ou então até a barriga começar a doer de tanto rir?

Que atire para cima o primeiro saquinho de areia quem nunca furou os dedos costurando vários saquinhos coloridos para brincar com os amigos. Tenho muitas saudade do que foi bom. E a minha infância foi assim. Saudades dos amigos que já não vejo e nem converso mais. Das brincadeiras na rua, da ingênuidade que só essa época nos permite ter.

Quem sabe um dia eu consiga juntar uma turma que ainda tem dentro de sí uma criança escondida e mate essa saudade.
Atá lá, fico nas recordações boas.

#Bjo_fui